Second Intentions || @Katherine, Puck e Kol

puckyeahpuck:

katherinesback:

Era engraçado ver aquele pobre humano tentando jogar charme pra mim, como se eu fosse a garotinha indefesa que ele estava tentando seduzir. Pobre Puckerman! 

- Primeiro, deixe eu me apresentar de forma certa. Não sou Elena. Meu nome é Katherine. - Agora estava bem próxima e olhando em seus olhos, usando meus poderes de hipnose. - Você não vai falar pra ninguém da nossa tarde, nem falar que você me conhece. Você não vai correr, e não vai ter medo. Nós vamos ser grandes amigos. Você me conta tudo, eu te ajudo e você me ajuda. E é claro, não vai lembrar que foi hipnotizado. Ok? - Parei a hipnose e sorri pra ele. Dei um beijo rápido e me afastei. 

Caminhei até o centro da sala e me aproximei do som de Damon, ligando em uma estação qualquer, num volume consideravelmente baixo. - Quer beber alguma coisa? - Falei, agora indo para perto das bebidas. Ele ainda estava intacto, talvez o cérebro estivesse processando a hipnose. Peguei um copo e coloquei tequila para mim e para ele. Levei o copo até ele e o entreguei. - Se quiser outra coisa, só pegar ali. - Pisquei e sorri. 

Depois de tê-lo hipnotizado, acho que deixei bem claro para ele não contar nada sobre mim para ninguém. Mas, era bem provável que perguntas como “Por que você é a cara da Elena?” surgiriam, então eu estaria pronta para respondê-las. Contando que ele não fosse um dos humanos de estimação dos originais, ele seria o meu. Fui para o sofá e me sentei, fazendo sinal para que ele viesse e fiquei esperando. 

Palavras ao vento foram ditas e eu só consegui responder ao seu comando. - Sim, Katherine! - Ela falava doce e manso, e era como se a sua voz entrasse na minha cabeça. Me senti leve, e induzido ao mesmo tempo. Aquela sensação era desconhecida, mas eu estava curtindo muito. Balancei a cabeça concordando com tudo que ela havia dito. E a segui com o olhar.

Logo, me vi com um bebida nas mãos que foram seladas por um beijo. Virei o copo junto com a cabeça para trás. Se ela estava me atiçando, estava conseguindo. - Eu sabia que você não era a Elena. Você é muito mais atraente do que ela. - E me aproximei dela devagar e com o olhos fixados nos seus. Passei minhas mãos vagarosamente por ela, acariciando das suas pernas até a cintura. Passei minhas pernas sobre ela e montei sobre seu corpo. Beijando levemente seu pescoço.

O clima estava bom - e eu até me esqueci do plano - mas eu tinhas algumas perguntas pra fazer, mesmo sabendo que aquele não era o momento ideal. - Mas me diga Katherine. - Perguntei entre um amasso e outro. - Porque você é tão parecida com a Elena? - E olhei em seus olhos mordendo o lábio e erguendo o cenho. Na expectativa de que ela respondesse logo e eu pudesse continuar com o trabalho. Se ela não é a Elena, quer dizer que não pertence ao Stefan.

Nem se deu ao trabalho de responder a mensagem do amigo. Garoto tolo. Todos os humanos são assim, e por isso sempre acabam mortos nas mãos de vampiros. Kol o alertara, e mesmo assim Puck foi ao encontro de Katherine. Se não chegasse a tempo, o humano estaria morto, e o seu plano, perdido. O plano A estaria perdido. O B seria falar com Rebekah, pois com certeza a irmã tinha “passe-livre” para dentro da casa.

Finalmente encontrou a casa, que não era muito distante da sua. E pela velocidade que foi, a viagem não deve ter passado de três minutos. Olhou pela fresta da porta, onde uma cena totalmente estúpida acontecia. Pobre Puck. 
- Katerina. - Falou, um sorriso brincando nos lábios. Pelo silêncio da casa, os Salvatores não estavam. Melhor ainda, Katherine estava ali. E isso seria uma outra forma de conseguir o que ele queria, um plano C muito melhor do que o A.
Obviamente hipnotizado, Puck parecia um cachorro que seguia os comandos do dono. Humanos são patéticos. Ignorando a presença do garoto, Kol continuou. - Nik adoraria vê-la. Você sabe o quanto ele lhe procurou e procura até hoje, e o quanto ele ficaria grato de seu querido irmão entregar o valioso presente de bandeja. - Encostou-se na porta, ciente de que ali era o último ponto que conseguiria chegar. Da próxima vez, arrancaria o colar ou pulseira de verbena e faria ele mesmo o seu trabalho sujo. Quer dizer, trabalho sujo da Faye. Não devia estar fazendo favor algum a bruxa, mas já que começou, ia terminar.

- Mas eu estou disposto a um acordo. Que tal você largar o humano para nós termos uma conversa civilizada? - Mais uma vez salvando Puck. Kol perdera a conta de quantas vezes já tinha feito coisa parecida. O garoto só se metia em problema, ainda mais agora que resolveu “investigar” a história das criaturas sobrenaturais em Rosewood. 


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Nothing goes as planned @Kolaye

chamberlain-f

A casa de Spencer enchia cada vez mais, com pessoas cada vez mais aleatórias - de onde tanta gente saía era impossível saber, simplesmente pareciam brotar do chão. Emily dissera que seria apenas um filme - algo calmo, só para passar o tempo, dizia na mensagem -, Faye sabia que aquilo certamente não estava nos planos. Algumas vozes distantes diziam ‘festa’, e é claro que a música que vinha lá de dentro não deixava outras impressões.
- Você não me conhece. - A morena retribuiu com o mesmo sorriso de Kol, logo voltando a ficar séria. O constante comportamento de cão e gato entre os dois era uma das coisas que faz crer que eles nunca vão se entender, portando fica um pouco difícil um ajudar o outro.
É uma informação valiosa, acredite. - O vampiro mais parecia Diana no dia em que esta resolveu - assustar - falar para Cassie sobre o que os seis jovens são - ou eram, no caso infeliz de Nick; o ponto é que Diana enrolou tanto que deixou Cassie confusa, o que era de se esperar, já que a loirinha não parece ser das que assimilam as coisas rápido - e os dois babacas ainda tiveram a capacidade de ficarem babando por ela. Existem coisas que realmente não tem jeito de alguém conseguir entender, e os integrantes do Círculo de Rosewood estão incluídos nisso. Mas, o importante no momento era a “informação valiosa” de Kol e não as bobagens que pairavam sobre o Círculo.

Faye ouviu o começo do que Kol falava com certo desinteresse, Stefan não poderia fazer grande coisa para ajudar. - Bruxas que se tornaram forte o suficiente para conseguir o que você mais quer. - O coração de Faye palpitou rápido e as palavras de Kol ecoaram em sua mente, o que você mais quer. Como, como voltaria a ter poder individual? Antes que perguntasse, ele continuou. - E ele tem um diário. Stefan anota tudo nesse diário. A gente só precisa roubá-lo. - Faye voltou a cruzar os braços. Todas as esperanças indo embora - a parte para rir da cara de Stefan por este ter um diário ficaria para depois -, roubar alguma coisa - principalmente um diário, diários normalmente ficam trancados nos lugares mais improváveis de se achar quando o dono é esperto - de um vampiro.
- Sério? Porque isso vai ser a coisa mais fácil que eu já fiz, Kol! - Ainda mais porque ela não arriscaria chamar Melissa para ajudar com a mágica, mesmo confiando na amiga como nunca confiara em ninguém, mas ela pode muito bem contar para os outros do Círculo - principalmente Adam, agora que está mais amiguinha dele do que o normal; mas aquilo não era também o fim do mundo, e a frase de Faye havia sido exagerada, os caçadores podem ser piores. - Como você acha que eu vou conseguir passar por algum lugar despercebida? - Deu um meio sorriso e descruzou os braços, inquieta.

Olhou para a entrada da casa, que agora estava bem mais movimentada do que antes. Pessoas entravam e saíam o tempo inteiro, e entre elas, Niklaus, Caroline e Elena. O que Nik estava fazendo ali? Kol acordou, cem anos depois, pensando em como seus irmãos estariam agora. E ele se decepcionou. Fracos. Todos deixaram a humanidade florescer, e todos estavam se entregando de algum modo ao amor. Não esperava muito de Elijah. Sempre fora o sensato, e continua sendo. Rebekah? Ela não o enganou com sua historinha de matar o amigo dos Salvatores, Matt. A sua irmã estava mais vulnerável. Todos estavam. Klaus, o que sempre fazia questão de lembrá-los que era o híbrido, de que não podia ser morto, agora nitidamente estava se afeiçoando a vampira loira. Não está certo. Não importa o que aconteça, Kol prometeu a si mesmo: Nunca, nunca irá se entregar à questões tão fúteis, nunca se entregará ao amor. Vampiros não amam. Vampiros matam, e Kol sente prazer em fazer isso. Não vai se tornar um fracassado como seus irmãos. Sua família tinha que ser honrada, pelo menos por um dos originais.
Sério? Porque isso vai ser a coisa mais fácil que eu já fiz, Kol!” Voltou seu olhar para Faye. Quase poderia ter esquecido que a bruxa estava ali. Mas agora não havia mais tempo. Como se não bastasse, ela praticamente gritou o nome dele. Olhou para a porta aflito, mas nenhuma evidência de que Klaus ou a vampira tivessem escutado. Kol balançou a cabeça, afastando o pensamento. Não, o original não estava preocupado com ele mesmo. E isso era o que mais o assustava. Se os outros descobrissem, iriam matar a bruxa. Kol poderia se virar sozinho. Mas ela não teria chance. 
Como você acha que eu vou conseguir passar por algum lugar despercebida?” O original já havia conhecido várias bruxas, e não gostou de nenhuma delas. Mas Faye se superava. Aquele ar de superior que a bruxa emanava irritava profundamente o vampiro. Superioridade misturado ao medo. No fundo ela estava com medo. Tinha que estar com medo. Ou não tinha juízo. 

- Sinto muito, Faye. - Sussurrou. Sabe que não faz muita diferença, qualquer vampiro que estivesse focado em ouvir a conversa, conseguiria escutar sem problemas. Mas isso não importava. Uma bruxa fazendo magia sozinha não agradaria Klaus. Nem Elijah. Provavelmente nenhum dos outros vampiros normais, como os Salvatores. Eles ficariam na mira da cidade inteira. Do Círculo também. A menos que fosse tudo devidamente secreto. Ou que Faye fosse morta de uma vez. Kol não sabia por quê aceitara entrar naquela bagunça. Mas ver a bruxa morta não estava em nenhuma das suas opções. Apesar de ser a mais fácil. 
- Agora é com você. Eu já fiz mais do que devia. - Pronto. Pra quem quer que tenha escutado, Kol agora estava à salvo. Em teoria, ele tinha acabado de falar que tinha caído fora. Mas aquilo não estava certo. Ele não teria medo do irmão. Medo. Kol não tem medo de nada, nem de ninguém. Muito menos de Niklaus. Se fosse preciso, enfrentaria o irmão com o maior prazer.
- Mas se estiver interessada… Ainda estou aceitando algo em troca. - Falou perto do ouvido de Faye. Em seguida virou-se e caminhou para fora do gramado, com as mãos no bolso. 


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@Kol

  • Puck: Ok. Deixa comigo. Mas tem que ser agora? Porque a Elena me chamou pra estudar com ela, e sabe como é.
  • Kol: A Elena? Puck, você tem muito o que aprender ainda. E sim, tem que ser agora. Você deveria me agradecer, estou te livrando de uma baita encrenca.

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#pics  

@Kol

  • Puck: Dude, isso tá me cheirando à encrenca e uma possível punição com um daqueles uniformes laranja de prisão. Tô dentro! O que eu preciso fazer mesmo?
  • Kol: Tirar os dois da casa. Só. Depois eu explico.

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@Kol

  • Puck: Diário? Que mané Diário? Bom se você não quer ir, tudo bem. Eu dou um jeito. E o que você quer com o Stefan? A gente troca ideia sim. Porque?
  • Kol: O diário dele pode te explicar tudo. Acha que consegue pegar esse diário sem ser visto? Esquece, má ideia. Dá um jeito de tirar os dois Salvatores da casa que o resto é comigo. Consegue fazer isso?

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@Kol

  • Puck: Cara, eu te falei que tem algo estranho aqui na cidade, e você não acredita. Uma mina some do nada e de repente tudo muda na cidade? Bom, eu vou até lá e aí eu descubro. Vai comigo?
  • Kol: Essa cidade esconde mais coisas que você imagina. Mas te garanto que esse livro não ajudará em nada. Você precisa... De um diário. Puck, você é amigo do Stefan Salvatore, certo? Isso vai ser interessante.

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@Kol

  • Puck: Dude, achei um livro irado sobre misticismo. Tá à venda na livraria de Rosewood, depois vamos comigo até lá?
  • Kol: Misticismo? Sério? Não acho que você vá encontrar alguma coisa sobre vampiros nesse livro. E quanto mais você descobrir, mais vai estar correndo perigo. Já te disse isso, Puck. Se você morrer, não é culpa minha. Não vou ficar protegendo criança.

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Nothing goes as planned @Kolaye

chamberlain-f:

Faye suspirou. - Você não me conhece. - Falou com uma voz manhosa. Mas ele estava mais do que certo, Faye apenas não suporta quando alguém fica rotulando-a, e Kol era alguém que não podia mesmo o fazer - nem ao menos sabia de mais de três coisas sobre ela. Até mesmo as pessoas com quem Faye convive fazem a mesma coisa, a loirinha com magia negra é sempre a primeira contra ela; e ter magia negra por acaso não é nem um pouco ruim, os tantos erros deles parecem não serem importantes, mas os de Faye já são outra história - como se ela precisasse ser queimada em uma fogueira em cada passo que dá. - Eles escutam, bruxa. A gente tem que ir pra outro lugar. - Faye revirou os olhos - ainda mais por ele ter falado aquilo como se há um minuto atrás não tivesse tentado arrancar o braço dela. - Deixe de ser egocêntrico, eles não vão nem perceber que você está aqui. - E era verdade, qual daqueles adolescente medíocres ali ligaria para os dois conversando? E para os que ouvissem, não passaria de besteiras - talvez até uma conversa sobre algum livro sem fundamento sobre bruxas.

Vem aqui pra fora. - A garota arqueou uma sobrancelha e ajeitou a postura. Qual é a pegadinha?, ele não poderia mesmo estar achando que ela iria mesmo aceitar o convite - como se eles fossem andar de mãos dadas no meio de um jardim de flores coloridas, com Candy como música de fundo. 
Eu não vou te matar. Regras de Rebekah. - Faye umedeceu os lábios, aquilo que Kol disse não tinha melhorado nem um pouco a situação. - Quem garante que você vai segui-las? - Era melhor arriscar, Faye deu um passo para frente, saindo da proteção da casa - agora já não adiantava mais. Respirou fundo e deu mais alguns passos - foi uma idiota por ter feito aquilo, que esperasse mais um pouco -, ignorando completamente a mão do vampiro esperando ser aceita - aquilo era clichê, e Faye não suporta coisas antigas, são tão… Velhas, sem graça, como o diário de Dawn e todos os objetos que a mulher guarda no baú-secreto-nada-secreto que tem.
- Vamos, agora fale. E que seja alguma coisa que preste. - Olhou ao redor, como se estivesse impaciente. Qualquer coisa, é só gritar, era simples, e o grito dela não é baixo, não mesmo.
Se o vampiro tivesse conseguido achar alguma coisa que fosse resolver o problema de Faye, ela teria que rever todos os seus conceitos - talvez eles realmente sirvam pra alguma coisa além de fazer uma carnificina, beber sangue humano gota por gota e colocar medo em bruxas que fazem parte de Círculos. Mas, afinal, por que ele ajudaria ela? Isso não fazia o menor sentido, e ele deve saber que ela não vai conseguir alguma coisa como isso para Kol - os originais não precisam de nada.

Pode odiar Crepúsculo ou qualquer show que tente imitar vampiros de uma forma totalmente errada e vergonhosa, mas não poderia descartar a ideia de ler a mente dos outros. Isso seria magnífico. Não apenas de humanos, mas também de bruxas e lobisomens. Faye. Saber o que se passa na cabeça dela seria esplêndido. Porque nem tudo são apenas joguinhos em busca do poder. Ela não é tão forte quanto parece. Nem confiante. Todos tem um ponto fraco, e Kol descobriria o da bruxa, mais cedo ou mais tarde. 
Mesmo depois de Faye passar por ele, continuou com a mão esticada. Já deveria imaginar que a bruxa faria isso. Clássico. Mesmo assim, a seguiu até um local mais seguro de possíveis ouvintes. Kol não sabia por quê se importava tanto. Não era pra se importar. Aquilo não era problema dele, se alguma pessoa ouvisse a conversa, só arrecadaria consequências à Faye. E isso deveria ser bom. Ela não é sua amiga, e, acima de tudo, é uma bruxa. Se não estivesse do seu lado, deveria ser descartada. - Você não me conhece. - Deu um sorriso irônico. Faye já havia usado uma fala dele uma vez, Kol estava apenas retribuindo o favor. Mas talvez ela estivesse com razão. Para quê seguir ordens de outros, mesmo que sejam seus irmãos? Ainda mais dos seus irmãos. Sempre achando que mandam no caçula.

- É uma informação valiosa, acredite. - Gastou bastante tempo pesquisando, assimilando ideias, criando planos e os projetando das melhores formas. Mesmo sem um propósito. Mesmo sem saber ao certo porque decidiu ajudá-la. Mas ele pesquisou. E muito. A informação era crucial, e provavelmente ajudaria Faye. Mas Kol tinha absoluta certeza de que, mesmo se ela gostasse da informação dada, ela não demonstraria nada além de indiferença. Em todas as conversas que tiveram, Faye sempre agia desse modo. Sinceramente, Kol não consegue imaginar como Rebekah a suporta ao ponto das duas serem tão amigas. - Stefan Salvatore, conhece? Claro que sim. O ponto é que ele conviveu com muitas bruxas poderosas no passado. Bruxas que se tornaram forte o suficiente para conseguir o que você mais quer. - E mais uma vez: se não fosse por Klaus e a maldita estaca que ficou no coração de Kol por mais de cem anos, ele teria muito mais informações a respeito. Talvez ele próprio saberia a resposta. - E ele tem um diário. Stefan anota tudo nesse diário. A gente só precisa roubá-lo. - A gente? Entrar naquela casa seria uma tarefa não tão fácil, mesmo que para um vampiro. Primeiro precisaria de permissão; segundo que sempre havia alguém de ‘guarda’ no local. Não se importaria de deixar Faye sozinha nessa. Kol já fez demais, e sabe que não ganhará nada em troca, então para quê continuar? 


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Nothing goes as planned @Kolaye

chamberlain-f

 - Porque eu sei que você quer. - Faye semicerrou os olhos e sorriu de canto, dando uma rápida e discreta olhadela para a pulseira em seu braço esquerdo - é impossível se lembrar de colocar verbena no café todo dia. Eles encontraram algumas coisas sobre a planta no Livro das Sombras de Diana, os Glaser sempre foram bons cultivadores das ervas necessárias para feitiços e poções em geral e Melissa achou uma muda nas coisas de sua mãe - mas, é claro, eles acharam que não iriam precisar, isso até os ataques começarem.

Quando Kol avançou, Faye recuou imediatamente, mesmo estando dentro da casa - não é bom subestimar tanto o original. Devido a falha de Kol, ela deu uma risadinha e balançou a cabeça em negação. - Não tente. - Para prevenir que a cena se repetisse, cruzou os braços.
Faye, se eu fosse você, eu não faria isso. - Faye fez - ou tentou fazer, mas com certeza um traço de riso havia ficado em seu rosto - uma expressão inocente. - Isso o quê? - Ah, como se fosse o fim do mundo brincar um pouquinho. Que gente mais estressada, os tais originais, Adam pode exagerar quando fala deles - ele é quase mais paranoico que Diana e Cassie juntas quando se trata “dos perigos de se meter com um vampiro” -, mas Faye pode falar que não passa muito da verdade.

- Você tem muito a perder. Tem toda uma vida aqui, e acho que nem todos sabem dos seus verdadeiros planos, estou certo? - Revirou os olhos, tudo que ela menos queria era ouvir um discurso naquela hora. Como se ele fosse fazer algo contra mim, mas logo depois começou a duvidar do pensamento - não, não deixaria o medo pelos vampiros tomar conta de sua mente, porque, embora não admita nem para si mesma, eles são realmente assustadores. Encarou o chão de madeira e tentou tirar os pensamentos incômodos da cabeça. - Além disso, se eu não entrar, não vou poder te contar um possível jeito de você fazer mágica sozinha. - Respirou fundo e olhou para Kol. É claro que não ia acreditar nele.
- Não vejo nada te impedindo de contar aqui mesmo. - Retrucou, sem sorriso algum no rosto. Aquele assunto não era brincadeira para Faye. - E, além disso, Spencer não me leva a sério. - Nada impedia Kol de hipnotizar ela e fazer ela agir feito uma escrava boba - até seria engraçado de ver -, mas seria uma bela de injustiça com Spencer, Emily e seja lá quem mais estivesse dentro da casa - Faye tem o seu lado justiceiro e defensor dos oprimidos, embora não o mostre frequentemente -, passagem livre para vampiros nem sempre termina muito bem.

Olhou bem fundo nos olhos da bruxa, procurando alguma gentileza ou bondade dentro dela. Não encontrou. Mesmo se existisse, Kol poderia provar que por trás daquilo tinha alguma segunda intenção que a beneficiasse. Um vampiro original deveria ter algum benefício, também. O poder nunca vai ser o bastante. Pode ser para Elijah, que sempre pareceu acomodado com todas as situações, pelo menos para Kol. Ele que dizia que queria a família de volta, e que agora está do lado dos Salvatores. O vampiro caçula cerrou os punhos outra vez. Eu sou o único que se importa, o único que sequer vingou Finn. Não devia ter vindo a essa festa. Faye só ajudava todo o ódio acumulado dentro de Kol ir a flor da pele. Mas mesmo assim, ele fez o dever de casa. Aprendeu desde sempre, vivendo como vampiro, a não demonstrar suas emoções. É assim que se ganha as coisas. Apenas recostou-se na porta e suspirou novamente, como se estivesse entediado com aquela situação.

Não vejo nada te impedindo de contar aqui mesmo.” A ignorância da bruxa era incrível. Mesmo com assuntos que lhe interessavam, ela não se mostrava com a mínima intenção de liberar Kol do castigo. Os originais deveriam poder interver mesmo com a pessoa usando verbena. Seria mais prático. “E, além disso, Spencer não me leva a sério.” É uma humana. Não deve ter opinião, não deve ter nada. Arrastá-la como um boneco e depois hipnotizar o resto da festa para pensarem que não viram nada, seria o mais certo e fácil a ser feito. 
- Faye, sei que você não é boba. - Definitivamente, dentro daqueles do círculo, Faye era a que mais visava o poder, a que tinha grandes ambições, pelo menos nos olhos do vampiro. Ela não é boba. - Eles escutam, bruxa. A gente tem que ir pra outro lugar. - Tentou captar as vozes de dentro da casa para ver se tinha algum vampiro, mas não encontrou nada. Se não chegaram ainda, vão chegar brevemente. Cidade pequena. Caroline Forbes logicamente estará aqui. E Klaus, a seguindo. A ideia fez Kol abrir um sorriso. Ridículo. Klaus é ridículo de cair ao luxo de se apaixonar, ou ter pelo menos algum afeto por uma inimiga. Por qualquer uma. Vampiros são bestas feitas para dominar e matar, não amar.

- Vem aqui pra fora. - O original distanciou-se da porta, dando passagem. Mas claro que a desconfiança de Faye falaria mais alto, ele já sabia disso. Toda pessoa que preza a própria vida pensa duas vezes antes de seguir uma ordem de um vampiro, ainda mais um original. - Eu não vou te matar. Regras de Rebekah. - Ofereceu-lhe a mão, do mesmo modo que se faziam antigamente a donzelas.


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